Planograma23 de julho de 20264 min de leitura

Produtos funcionais: o consumidor mudou. A sua gôndola acompanhou essa mudança?

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Web Jasper

Equipe de conteúdo

Produtos funcionais: o consumidor mudou. A sua gôndola acompanhou essa mudança?

Os hábitos de consumo mudaram, e essa transformação já pode ser percebida nos corredores dos supermercados.

Produtos sem glúten, sem lactose, integrais, veganos, diet, light e zero deixaram de atender apenas consumidores com restrições alimentares. Hoje, fazem parte da rotina de um público cada vez mais atento à saúde, aos ingredientes e à qualidade da alimentação.

A pergunta para o varejo é: a exposição desses produtos evoluiu na mesma velocidade que o consumidor?

Produtos funcionais deixaram de ser nicho

A busca por saúde e bem-estar ganhou espaço definitivo na decisão de compra. Prática de exercícios, alimentação equilibrada, redução do consumo de açúcar e maior atenção aos rótulos passaram a fazer parte do cotidiano de uma parcela crescente da população.

Esse comportamento impacta diretamente o varejo alimentar.

Enquanto categorias convencionais enfrentam redução de volume, segmentos funcionais avançam. Existe um movimentos de crescimento em linhas sem glúten e sem lactose e a migração do consumidor para alternativas percebidas como mais saudáveis.

Além disso, o shopper dessas categorias tende a pesquisar mais, comparar ingredientes e buscar produtos que atendam necessidades muito específicas.

Isso significa que simplesmente ter o produto na loja não é suficiente.

O primeiro desafio está no mix

Um dos erros mais comuns na gestão da categoria de funcionais é construir o sortimento sem considerar o perfil do shopper de cada loja.

Uma unidade localizada em uma região com forte presença de público fitness pode apresentar uma demanda diferente de uma loja frequentada majoritariamente por idosos ou famílias que buscam alternativas mais acessíveis.

Por isso, o mix precisa partir de dados.

Giro por SKU, ruptura, rentabilidade, validade e comparação de sortimento são indicadores que devem fazer parte da revisão constante da categoria.

Produtos com baixo giro precisam ser analisados. Itens com alta procura não podem permanecer fora do linear. Categorias naturais e orgânicas exigem atenção especial à validade. E o sortimento deve equilibrar marcas líderes, opções intermediárias e produtos mais acessíveis.

Mix não é uma decisão definitiva. É gestão contínua.

Organização da gôndola também é experiência de compra

Diet, light e zero são a mesma coisa?

Natural e orgânico significam a mesma coisa?

Todo produto sem açúcar é diet?

Para quem trabalha diariamente com a categoria, as diferenças podem parecer evidentes. Para o consumidor, nem sempre são.

Por isso, uma seção funcional desorganizada gera mais do que uma dificuldade operacional: ela prejudica a jornada de compra.

A recomendação é criar uma exposição clara, com as subcategorias bem definidas. Sem lactose, sem glúten, naturais, integrais, zero, light e diet precisam ser facilmente identificados.

Sinalização aérea, separadores entre subcategorias, precificação visível e comunicação educativa ajudam o shopper a encontrar o produto certo com mais autonomia.

Em categorias nas quais parte do público compra por necessidade alimentar específica, encontrabilidade é fundamental para a fidelização.

Cross merchandising pode ampliar as vendas, quando existe estratégia

Nem todo produto funcional precisa permanecer exclusivamente na seção principal.

Itens light, zero, integrais, sem glúten e veganos podem ganhar pontos extras ou ações de cross merchandising em setores como padaria, laticínios e FLV.

A proximidade com categorias complementares estimula a descoberta e pode gerar compras adicionais.

Mas existe uma regra importante: o produto exposto em ponto extra também deve permanecer no linear e na seção de destino.

Além disso, algumas categorias exigem outra lógica. Produtos diet, por exemplo, normalmente estão relacionados a uma necessidade específica de compra. Nesse caso, organização, disponibilidade e preço claro tendem a ser mais importantes do que uma exposição por impulso.

A tecnologia transforma a gestão da categoria

Quanto maior o mix, maior o desafio de manter a exposição atualizada.

Produtos entram e saem do sortimento. O giro muda. A sazonalidade altera a demanda. O espaço disponível varia entre lojas.

Gerenciar tudo isso manualmente torna a operação lenta e aumenta o risco de decisões baseadas em planilhas desatualizadas.

Com planogramas inteligentes integrados ao ERP, o varejo pode criar regras de Gerenciamento por Categorias, adaptar a exposição à realidade de cada PDV e atualizar os planogramas conforme as mudanças no mix e nos dados da operação.

A tecnologia permite visualizar estoque, preço, margem e ruptura, ajustar a exposição por categoria e enviar as orientações diretamente para a equipe de loja.

O planograma deixa de ser uma imagem estática e passa a acompanhar a realidade do negócio.

O consumidor já mudou

O crescimento dos produtos funcionais não representa apenas uma nova tendência de consumo.

Representa uma mudança na forma como as pessoas escolhem alimentos, analisam ingredientes e tomam decisões dentro do supermercado.

Para o varejo, existe uma oportunidade clara: entender melhor esse shopper, construir o mix correto e transformar a exposição em uma ferramenta de venda e experiência.

Porque produto funcional escondido, mal categorizado ou fora do lugar não gera resultado.

A categoria cresce. O consumidor procura. A pergunta é: a sua loja está preparada para facilitar essa compra?


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