A NRF 2026 não foi um desfile de tendências. Foi um evento de confirmação. Em três dias, a conversa sobre tecnologia deixou de ser “o que vem aí” e virou “o que já está rodando”. A tese que atravessou palcos, painéis e corredores foi simples e exigente: IA virou padrão operacional, a jornada começa a ser mediada por agentes e a experiência do cliente fica mais fluida, enquanto a operação por trás precisa ficar mais disciplinada.
A Web Jasper esteve em Nova York acompanhando os principais debates e, mais importante, observando o que quase nunca aparece nos slides: o peso do chão de loja. Este artigo traz uma visão ampla e objetiva dos 3 dias e, no final, você pode baixar o material completo em PDF com o resumo detalhado e a visão do Michel Jasper (CEO da Web Jasper).
Dia 01: “The Next Now” não é futuro, é rotina
O primeiro dia abriu com o recado mais importante do evento: IA deixou de ser inovação e virou infraestrutura. Não é mais uma camada extra para “testar”. É a base que passa a conectar decisão, execução e experiência.
O que isso significa na prática? Que o varejo está migrando de “usar IA” para operar sobre IA. A diferença é grande: no primeiro caso, a empresa tem iniciativas isoladas; no segundo, ela muda a forma de gerir o dia a dia, reduzindo o tempo entre sinal, decisão e execução.
O Dia 01 também sinalizou a ascensão do agentic commerce: compras e descobertas cada vez mais mediadas por agentes. Isso desloca a competição para um lugar menos visível: qualidade e consistência dos dados (catálogo, atributos, preço, disponibilidade). Em um ambiente mediado por modelos, a marca que não é “legível” perde relevância sem perceber.
Dia 02: AI-first na prática (governança, dados e fundamentos)
Se o Dia 01 estabeleceu a tese, o Dia 02 colocou o varejo diante da realidade: AI-first não é discurso, é gestão. E gestão exige governança, adoção e critérios.
O tom do evento mudou. A conversa saiu do “encantamento” e foi para perguntas duras:
- O que já é acionável agora?
- O que ainda tem limites?
- O que deve ser automatizado e o que precisa permanecer humano?
- Como controlar risco e proteger a marca?
Um ponto apareceu o dia inteiro: cultura organizacional como gargalo técnico. Não é só dado. É adoção. Quando a empresa não define dono da rotina, não cria rituais de uso e não alinha áreas, a tecnologia vira piloto eterno.
E os fundamentos voltaram ao centro, sem glamour, mas com impacto real: acuracidade de estoque (RFID), rastreabilidade e devoluções. A mensagem foi direta: IA não substitui base. Ela depende da base. Sem estoque confiável e processo minimamente controlado, a promessa omnichannel vira frustração e custo.
Dia 03: o varejo “invisível” (pagamentos, agentes e execução orientada por dados)
O terceiro dia fechou o evento com uma virada silenciosa: o futuro do varejo tende a acontecer no invisível.
Pagamentos deixam de ser “meio” e viram parte da experiência. Quanto mais fluida a jornada, mais o checkout precisa desaparecer do ponto de vista do cliente. Isso só funciona quando integração, estabilidade e consistência estão resolvidas, porque qualquer falha ali destrói confiança no momento mais sensível.
A tokenização apareceu como base técnica para segurança e para um cenário em que agentes podem mediar transações com regras e permissões. E o agentic commerce ganhou contorno mais concreto: não é só descoberta, é transação e relacionamento, pressionando o varejo a ser confiável em tempo real.
O Dia 03 também trouxe a atenção como moeda. Retail media entrou em fase de maturidade, com cobrança por mensuração, incrementalidade e integração com jornada. E serviços ganharam protagonismo como novas fontes de receita, mas com uma condição: só escala o que é consistente por trás (processo, padrão, SLA).
O que se repetiu nos 3 dias (a síntese que importa)
Em três dias, sete padrões apareceram o tempo todo:
- IA virou rotina, não projeto.
- Sem base confiável, não existe AI-first.
- Experiência = utilidade, não estética.
- Velocidade de decisão virou vantagem competitiva.
- A jornada será cada vez mais mediada por IA (agentic commerce).
- O ROI mora no invisível: checkout, supply, devoluções, pós-compra.
- Execução consistente virou o ativo mais valioso.
Esses padrões têm uma consequência clara: o varejo que cresce é o que transforma estratégia em rotina e reduz variação entre lojas, turnos e equipes.
O que isso muda no varejo brasileiro (sem checklist, só direção)
No Brasil, onde a operação convive com rotatividade, pressão de margem e “improviso que resolve”, a NRF 2026 aponta uma mudança de patamar: o custo do improviso aumenta. A jornada fica mais exigente e menos tolerante a fricção, e a mediação por sistemas pune inconsistência de dados e divergência operacional.
- Em operações, a direção é menos atrito e mais previsibilidade: exceções claras, prioridade do dia, rotina que não depende do “herói da loja”.
- Em comercial e trade, execução e prova passam a ser linguagem do negócio: rastreabilidade reduz ruído e protege margem.
- Em categoria e planograma, o foco migra de SKU para intenção e cesta: exposição vira disciplina de coerência.
- Em confiança, dados, validade e reputação deixam de ser “detalhe” e viram performance.
Este artigo foi um panorama. No PDF completo, você vai encontrar:
- O resumo aprofundado de cada dia (com os insights organizados em narrativa)
- A tese que conecta os 3 dias e as implicações para o varejo brasileiro
- E a parte mais valiosa: a visão do Michel Jasper, com o que ele viu ao vivo, o que ele concorda ou discorda do hype e o que ele acredita que “pega” primeiro no Brasil.
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